segunda-feira, 28 de abril de 2025

Um LIVRO... Um AUTOR... DAS ILHAS - DIAS DE MELO



 José Dias de Melo nasceu a 8 de abril de 1925 na Calheta de Nesquim, no Pico, nos Açores («uma terra mais bonita não há em parte nenhuma», como diria num poema) e morreu em Ponta Delgada, aos 83 anos.

Facilmente reconhecido pelo seu cachimbo e pelo sotaque que nunca perdeu, foi escritor, baleeiro, professor do ensino primário e do ensino técnico.

«Desastre no Canal», datado de quando tinha apenas 12 anos, foi a sua primeira aventura na escrita e veio dar origem à obra Mar pela Proa, sendo Toadas do Mar e da Terra (1954) a primeira incursão na poesia. Colaborou com jornais regionais (Correio dos Açores e Açoriano Oriental) e nacionais (Diário de Notícias), e construiu na sua longa carreira — com mais de 30 livro publicados — uma obra eclética. Fez recolha etnográfica, que se reflete na sua escrita (como em Na Memória das Gentes, de 1990 e 1992), publicou romances, contos, poesia, crónicas e relatos de viagem, tendo sempre em conta a visão do homem açoriano, de uma forma geral, e a do baleeiro de uma forma particular e muito própria, já que também ele era um orgulhoso filho das ilhas e um (esporadicamente) caçador de baleias.

Embora não se tenha prendido a um estilo específico, enquadra-se no movimento neorrealista, aproximando-se de autores como John Steinbeck, pelo qual nutria especial interesse.

José Dias de Melo é um dos escritores açorianos que tem grande projeção nacional, não só pela qualidade e quantidade dos livros que escreveu e publicou, mas sobretudo porque escolheu temas que tocam o mais profundo e o mais universal do ser humano, mas partindo da realidade açoriana. Dias de Melo é, por isso, um escritor estruturante no contexto da produção cultural açoriana, e nesta medida fundamental para quem quiser compreender a literatura que hoje é feita por escritores açorianos.

 IN https://imprensanacional.pt/jose-dias-de-melo/


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